Wednesday, August 25, 2004
Frossard no PSDB
Segundo a coluna Panorama Político, a Deputada Federal Denise Frossard (sem partido) que hoje apóia o candidato pelo PPS, André Corre, voltará ao PSDB:
Denise fica
Um esforço conduzido pelo secretário-geral do PSDB, deputado Bismarck Maia, produziu ontem uma solução para evitar a desfiliação da deputada e ex-juíza Denise Frossard. Ela ficará licenciada do PSDB do Rio até depois da eleição municipal, em que trombou com a direção estadual quando esta optou pela aliança com o PFL de Cesar Maia em detrimento de sua candidatura.
Denise fica
Um esforço conduzido pelo secretário-geral do PSDB, deputado Bismarck Maia, produziu ontem uma solução para evitar a desfiliação da deputada e ex-juíza Denise Frossard. Ela ficará licenciada do PSDB do Rio até depois da eleição municipal, em que trombou com a direção estadual quando esta optou pela aliança com o PFL de Cesar Maia em detrimento de sua candidatura.
Sem Graça
Mas que esta campanha está sem graça, aff..., está...
boa é de São Paulo, mas qualquer lugar com Maluf é animado... pode até ser trágico ter Maluf como possível Prefeito... mas animado, isso é...
Falta um Maluf no Rio...
boa é de São Paulo, mas qualquer lugar com Maluf é animado... pode até ser trágico ter Maluf como possível Prefeito... mas animado, isso é...
Falta um Maluf no Rio...
Tuesday, August 24, 2004
Concordo
E alguém pode discordar do MMo.Geraldo Carnevale hoje em O DIA?
"Espero que façam campanhas sem ofensas, porque os eleitores vão ficar de olho naqueles que apresentam propostas, e não nos que promovem briguinhas pessoais".
O que discordar leva uma tijolada minha!!!
"Espero que façam campanhas sem ofensas, porque os eleitores vão ficar de olho naqueles que apresentam propostas, e não nos que promovem briguinhas pessoais".
O que discordar leva uma tijolada minha!!!
Luta de Hoje: Jandira x Cesar
O candidato Cesar Maia (PFL) mudou a artilharia de lado e começou a mirar em Jandira Feghali (PC do B) que vem criticando a Secretaria de Saúde do Município, inclusive com artigo no Jornal O Dia.
Hoje Cesar Maia publicou em seu website uma crítica fortíssima contra Jandira e, conhecendo a candidata, podemos esperar uma respostas fortíssima vindo dela.
Leia a crítica abaixo:
‘Jandira é a candidata dos planos de saúde privados’, afirma Cesar Maia24.08.04 15:00
O prefeito Cesar Maia, candidato à reeleição pela coligação Feito pro Rio (PFL, PSDB, PV, PSDC, PRTB, PTN e PTdoB), chamou a deputada Jandira Feghali de "candidata dos planos de saúde privados". A crítica foi feita nesta terça-feira (24/08) diante da informação de que ela pretende entrar com uma representação no Ministério Público contra a Prefeitura do Rio, baseando-se em denúncias contra o Hospital Souza Aguiar. "Os planos de saúde, que nos últimos dois anos perderam 30% de seus clientes devido aos aumentos de preço, estão usando Jandira como instrumento para desmoralizar o setor público. É a tática para tentar recuperar a clientela".
Segundo o prefeito, a candidata fecha os olhos para os problemas dos hospitais estaduais e federais e do setor privado. "Se ela fosse ao Hospital Souza Aguiar, saberia que os parceiros dela do Sindicato dos Médicos mais uma vez mentiram. Inventaram mortes de pacientes que não existiram. É curioso que contra os planos de saúde, Jandira não faz críticas. Por que ela não foi naquela clínica que quase matou um cantor que fazia lipoaspiração? Por que ela não queixa dos planos de saúde? Só critica hospital que funciona. Isso mostra que Jandira está a serviço dos planos privados. Não há dúvida".
Hoje Cesar Maia publicou em seu website uma crítica fortíssima contra Jandira e, conhecendo a candidata, podemos esperar uma respostas fortíssima vindo dela.
Leia a crítica abaixo:
‘Jandira é a candidata dos planos de saúde privados’, afirma Cesar Maia24.08.04 15:00
O prefeito Cesar Maia, candidato à reeleição pela coligação Feito pro Rio (PFL, PSDB, PV, PSDC, PRTB, PTN e PTdoB), chamou a deputada Jandira Feghali de "candidata dos planos de saúde privados". A crítica foi feita nesta terça-feira (24/08) diante da informação de que ela pretende entrar com uma representação no Ministério Público contra a Prefeitura do Rio, baseando-se em denúncias contra o Hospital Souza Aguiar. "Os planos de saúde, que nos últimos dois anos perderam 30% de seus clientes devido aos aumentos de preço, estão usando Jandira como instrumento para desmoralizar o setor público. É a tática para tentar recuperar a clientela".
Segundo o prefeito, a candidata fecha os olhos para os problemas dos hospitais estaduais e federais e do setor privado. "Se ela fosse ao Hospital Souza Aguiar, saberia que os parceiros dela do Sindicato dos Médicos mais uma vez mentiram. Inventaram mortes de pacientes que não existiram. É curioso que contra os planos de saúde, Jandira não faz críticas. Por que ela não foi naquela clínica que quase matou um cantor que fazia lipoaspiração? Por que ela não queixa dos planos de saúde? Só critica hospital que funciona. Isso mostra que Jandira está a serviço dos planos privados. Não há dúvida".
Voltei
Amigos, fiquei sem PC cinco dias... queimei a bemdita placa de modem... mas estou de volta...
Thursday, August 19, 2004
Inclusão Digital
Jorge Bittar (PT)esteve ontem a comunidade Júlio Ottoni, em Santa Tereza, onde lançou sua proposta de governo eletrônico e inclusão digital para o Rio.
A propostas está excelente e pode ser lida no site do candidato.
A propostas está excelente e pode ser lida no site do candidato.
Rounds
Excelente notícia de O GLOBO de hoje:
Candidatos a prefeito do Rio baixam o nível em dia de pugilato eleitoral
Alan Gripp e Giampaolo Braga
Três candidatos a prefeito do Rio reservaram o dia de ontem para as baixarias. Em cenas de pugilato verbal, Cesar Maia (PFL) comparou Marcelo Crivella (PL) ao malandro Azambuja, personagem de Chico Anysio. O senador não deixou por menos e disse que o prefeito é uma doença. E Luiz Paulo Conde (PMDB) aproveitou a oportunidade para atacar Cesar mais uma vez, chamando-o de palhaço.
O vale-tudo eleitoral começou com Cesar. Usando a língua ferina que já sapecou apelidos como Baleia Encalhada (em Conde) e Miss Rabanete (em Jandira Feghali, do PCdoB), o prefeito tentou colar em Crivella a imagem do malandro carioca:
— No debate da TV Globo ele se apresentou como surfista. No programa eleitoral, como taxista. Também é cantor, compositor, engenheiro, missionário... Enfim, é um personagem múltiplo da política carioca, o nosso Azambuja.
Para Crivella, Cesaré uma gripe e ele, a cura
Já o candidato do PL, abatido por uma gripe, batizou a virose com o nome do prefeito.
— Peguei a “Cesar Maia”, mas em 3 de outubro nós vamos distribuir a “Crivecilina”. É uma dose só, tem quatro anos de garantia e vai erradicar essa gripe — afirmou.
Conde não perdeu tempo e prestou solidariedade a Crivella, afirmando que Cesar transformou-se no “grande palhaço” da eleição:
— Com isso, ele assume um papel vergonhoso e triste.
Candidatos a prefeito do Rio baixam o nível em dia de pugilato eleitoral
Alan Gripp e Giampaolo Braga
Três candidatos a prefeito do Rio reservaram o dia de ontem para as baixarias. Em cenas de pugilato verbal, Cesar Maia (PFL) comparou Marcelo Crivella (PL) ao malandro Azambuja, personagem de Chico Anysio. O senador não deixou por menos e disse que o prefeito é uma doença. E Luiz Paulo Conde (PMDB) aproveitou a oportunidade para atacar Cesar mais uma vez, chamando-o de palhaço.
O vale-tudo eleitoral começou com Cesar. Usando a língua ferina que já sapecou apelidos como Baleia Encalhada (em Conde) e Miss Rabanete (em Jandira Feghali, do PCdoB), o prefeito tentou colar em Crivella a imagem do malandro carioca:
— No debate da TV Globo ele se apresentou como surfista. No programa eleitoral, como taxista. Também é cantor, compositor, engenheiro, missionário... Enfim, é um personagem múltiplo da política carioca, o nosso Azambuja.
Para Crivella, Cesaré uma gripe e ele, a cura
Já o candidato do PL, abatido por uma gripe, batizou a virose com o nome do prefeito.
— Peguei a “Cesar Maia”, mas em 3 de outubro nós vamos distribuir a “Crivecilina”. É uma dose só, tem quatro anos de garantia e vai erradicar essa gripe — afirmou.
Conde não perdeu tempo e prestou solidariedade a Crivella, afirmando que Cesar transformou-se no “grande palhaço” da eleição:
— Com isso, ele assume um papel vergonhoso e triste.
Wednesday, August 18, 2004
Resumo do Programa Eleitoral
Excelente resumo de O DIA do programa eleitoral que eu não assisti:
A atuação de cada candidato
O PREFEITO abriu o programa com a declaração de apoio do depoimento do judoca Flávio Canto, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas. Prometeu a terceira fase do Favela-Bairro em 112 comunidades. Ágil e com tom emotivo, o programa quis frisar a imagem do político que realiza. E destacou o vice de Cesar, Otávio Leite
O CANDIDATO não fez discurso religioso como na campanha para senador. Preferiu ligar sua imagem ao povo. O programa começou com música composta pelo próprio Crivella, que ainda convocou os taxistas, categoria com quem Cesar Maia brigou algumas vezes, a votarem nele. O jingle segue o tom: é um sambinha.
O PEEMEDEBISTA fez duras críticas à administração de Cesar Maia e disse que foi melhor prefeito. Mostrou placas de obras abandonadas. Atribuiu à sua gestão obras como a Linha Amarela e o Rio-Cidade, e prometeu passagem de ônibus a R$ 1. Neguinho da Beija-Flor levantou o astral do programa, que mostrou Sérgio Cabral Filho.
O PETISTA explorou ao máximo a intimidade com o poder: exibiu imagens do presidente Lula e depoimentos de caciques do partido, como José Dirceu. A campanha mostrou várias partes do Brasil e aproveitou o crescimento da aprovação do Governo Lula. Bittar prometeu implantar o bilhete único e construir 100 mil casas populares.
A CANDIDATA do PCdoB, que tocou até bateria no programa de TV, fez homenagem à militante comunista Elza Monnerat, morta na semana passada. Seu discurso enfoca o lado social, bem de olho no voto do eleitor de esquerda. O principal tema do discurso de Jandira Feghali foi a reforma do sistema de saúde da cidade
O PDT prometeu não explorar a morte do líder do partido Leonel Brizola com fins eleitorais. Mas a imagem do caudilho ocupou grande parte do programa. Cidinha Campos, candidata a vice, quase foi às lágrimas lembrando o estilo popular do velho caudilho. Nilo Batista apareceu mais em flashback no palanque de Brizola. E só falou à noite
O CANDIDATO do PPS explora, ao máximo, o apoio de Denise Frossard. Tanto que o slogan da candidatura é Tô com Denise Frossard e André Corrêa. Ele fez duras críticas à área de segurança e aproveitou o fato de ter sido o primeiro a aparecer no programa: disse ao eleitor que tudo que viria a seguir seria “blablalá”.
O PSTU nunca sai da mesma linha em seu programa: imagens de passeatas, “não” aos Estados Unidos e à Área de Livre Comércio das Américas. Desta vez, não foi diferente. O candidato Octacílio Ramalho discursou contra “a entrega das reservas de petróleo”. E afirmou que Lula, Garotinho e Cesar Maia governam para os ricos.
DISPUTANDO pelo Prona, Lenin e continuou na linha do partido, mais interessado em mostrar sua posição contra a política nacional do que exatamente nas questões municipais. Com expressão extremamente séria, citou problemas nacionais, indo do transporte à prostituição, e só piscou ao lado do presidente do partido, Enéas Carneiro.
A atuação de cada candidato
O PREFEITO abriu o programa com a declaração de apoio do depoimento do judoca Flávio Canto, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas. Prometeu a terceira fase do Favela-Bairro em 112 comunidades. Ágil e com tom emotivo, o programa quis frisar a imagem do político que realiza. E destacou o vice de Cesar, Otávio Leite
O CANDIDATO não fez discurso religioso como na campanha para senador. Preferiu ligar sua imagem ao povo. O programa começou com música composta pelo próprio Crivella, que ainda convocou os taxistas, categoria com quem Cesar Maia brigou algumas vezes, a votarem nele. O jingle segue o tom: é um sambinha.
O PEEMEDEBISTA fez duras críticas à administração de Cesar Maia e disse que foi melhor prefeito. Mostrou placas de obras abandonadas. Atribuiu à sua gestão obras como a Linha Amarela e o Rio-Cidade, e prometeu passagem de ônibus a R$ 1. Neguinho da Beija-Flor levantou o astral do programa, que mostrou Sérgio Cabral Filho.
O PETISTA explorou ao máximo a intimidade com o poder: exibiu imagens do presidente Lula e depoimentos de caciques do partido, como José Dirceu. A campanha mostrou várias partes do Brasil e aproveitou o crescimento da aprovação do Governo Lula. Bittar prometeu implantar o bilhete único e construir 100 mil casas populares.
A CANDIDATA do PCdoB, que tocou até bateria no programa de TV, fez homenagem à militante comunista Elza Monnerat, morta na semana passada. Seu discurso enfoca o lado social, bem de olho no voto do eleitor de esquerda. O principal tema do discurso de Jandira Feghali foi a reforma do sistema de saúde da cidade
O PDT prometeu não explorar a morte do líder do partido Leonel Brizola com fins eleitorais. Mas a imagem do caudilho ocupou grande parte do programa. Cidinha Campos, candidata a vice, quase foi às lágrimas lembrando o estilo popular do velho caudilho. Nilo Batista apareceu mais em flashback no palanque de Brizola. E só falou à noite
O CANDIDATO do PPS explora, ao máximo, o apoio de Denise Frossard. Tanto que o slogan da candidatura é Tô com Denise Frossard e André Corrêa. Ele fez duras críticas à área de segurança e aproveitou o fato de ter sido o primeiro a aparecer no programa: disse ao eleitor que tudo que viria a seguir seria “blablalá”.
O PSTU nunca sai da mesma linha em seu programa: imagens de passeatas, “não” aos Estados Unidos e à Área de Livre Comércio das Américas. Desta vez, não foi diferente. O candidato Octacílio Ramalho discursou contra “a entrega das reservas de petróleo”. E afirmou que Lula, Garotinho e Cesar Maia governam para os ricos.
DISPUTANDO pelo Prona, Lenin e continuou na linha do partido, mais interessado em mostrar sua posição contra a política nacional do que exatamente nas questões municipais. Com expressão extremamente séria, citou problemas nacionais, indo do transporte à prostituição, e só piscou ao lado do presidente do partido, Enéas Carneiro.
Tuesday, August 17, 2004
Programa dos candidatos a vereador
Uma pergunta antes, para ser candidato do PRONA tem de ser maluco??? A cara que eles fazem é péssima... uma irritação...
A breguice, como sempre, imperou na campanha, principalmente da do PV e da do PMDB. Entretanto o Conde (PMDB) foi o que melhor soube aproveitar o espaço.
Mais em Último Segundo.
A breguice, como sempre, imperou na campanha, principalmente da do PV e da do PMDB. Entretanto o Conde (PMDB) foi o que melhor soube aproveitar o espaço.
Mais em Último Segundo.
Monday, August 16, 2004
Sem Rosinha
Segundo notícia de o Jornal O Dia de hoje, Luiz Paulo Conde (PMDB) não está recebendo a atenção devida da Governadora do Estado, Rosinha Garotinho, que tem preferido visitar candidatos do interior. Segundo alguns isso se deve ao fato que os Garotinho não apóiam a vitória de Conde e sim a derrota de Cesar Maia.
Propostas de Cesar Maia
O candidato à reeleição pelo PFL, Cesar Maia, apresentou juntamente de seu candidato à vice-prefeito Otávio Leite (PSDB) suas propostas para a próxima gestão. Abaixo as propostas retiradas do site do candidato.
A seguir, as 11 principais áreas de atuação comentados por Cesar Maia e Otavio Leite:
EDUCAÇÃO:
"A atual gestão avançou muito em relação às estruturas físicas das escolas de Educação Infantil e do Ensino Fundamental, de conteúdo de instrumental acadêmico e de atenção ao professorado", disse o deputado. "Queremos dar continuidade ao processo de universalização da educação, para que todas as crianças de 4 e 5 anos tenham acesso ao ensino. Até o fim deste ano, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, vai encaminhar ao Senado pedido de autorização para empréstimo do Banco Mundial para a cidade do Rio para Educação Infantil (escolas e creches). São US$ 100 milhões, o que nos permite acelerar o programa de universalização tanto da pré-escola quanto das creches", afirmou o prefeito.
SEGURANÇA:
Além do aprimoramento e do fortalecimento da Guarda Municipal, a coligação defende a aprovação da emenda constitucional que estabelece a municipalização de parte da Polícia Militar (com exceção do efetivo que atua na repressão ao tráfico de drogas e armas e aos crimes hediondos). "Também vamos dar continuidade às ações de prevenção à violência. O programa de cumprimento de penas alternativas é um exemplo. Um terço das 1.500 pessoas que cumprem penas alternativas no Estado do Rio estão sendo abrigadas em algum serviço do município", disse Otavio Leite. Esta atividade de inclusão social, segundo Cesar Maia, significa abrir vagas nos presídios para criminosos e evitar a necessidade de se construir novas casas de detenção.
EMPREGO:
"A geração de empregos depende basicamente do fortalecimento e da ampliação das atividades econômicas. Há três idéias: a criação de força tarefa, para identificar vetores da economia que sinalizam crescimento e atrair empresas para a cidade; a parceria com o setor de turismo, para ampliar a captação de congressos e feiras para serem sediados no Rio; e fomento à construção civil", citou o deputado. Estimular a formalização dos comerciantes individuais, de acordo com o prefeito, também é um dos objetivos, tomando-se como exemplo o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas.
SAÚDE:
A área necessita de um engajamento metropolitano e também dos governos estadual e federal. O município do Rio já começou promovendo reuniões com secretários de Saúde para se discutir soluções mais duradouras. Um protocolo de intenções deve ficar pronto nos próximos dois meses.
DEFICIENTES:
Segundo Otavio Leite, a integração dos portadores de deficiência, além de significar um ato de justiça, "é algo que humaniza a própria sociedade". "Houve avanços e continuaremos criando projetos para favorecer os deficientes, principalmente na qualificação do segmento para o mercado de trabalho", afirmou o vice-candidato, que está analisando a criação de uma secretaria especial para portadores de deficiência.
SERVIDOR PÚBLICO:
Para o prefeito, os servidores públicos devem ser vistos como um investimento e não como uma despesa. "O servidor para nós é capital, é patrimônio. O compromisso que eu tenho com a cidade é a profissionalização, o respeito e a garantia dos direitos dos servidores", enalteceu Cesar Maia.
TERCEIRA IDADE:
A terceira idade ganhou uma secretaria específica e o objetivo é ampliar os projetos. "Vamos criar as cidades da terceira idade, uma na Zona Oeste e outra na Zona Norte, e desenvolver um trabalho de atendimento médico dos idosos em casa", comentou Otavio Leite.
MEIO AMBIENTE:
Uma das prioridades nesta área é o programa de despoluição da Baía de Guanabara, que, segundo Cesar Maia, avançou muito menos do que se esperava. Outro ponto importante é a reestruturação da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), explica o prefeito: "A prefeitura se encarrega do saneamento das favelas de porte médio, com o Favela-Bairro, mas é necessário reestruturar completamente a atividade de saneamento que é de responsabilidade da Cedae. Ela passa por uma crise grave". Otavio Leite informou, ainda, sobre a idéia de se criar um plano diretor para a política municipal de águas.
CULTURA:
O governo Cesar Maia tem se esforçado em criar espaços para atividades culturais, como a rede de teatros da prefeitura e as lonas culturais. Continuará se empenhando neste objetivo com as inaugurações da Cidade da Música e da Cidade do Samba, além da expansão dos investimentos da Rio-Filme. "O investimento mais barato para se criar emprego é o da cultura. A área também tem que ser vista como uma atividade econômica", lembrou o prefeito.
ESPORTE E LAZER:
"Até 2000, as iniciativas da prefeitura se restringiam à criação de escolinhas de futebol e ao estímulo de atividades pontuais", afirma Otavio Leite, que completa: "Com a criação das vilas olímpicas, chegou-se à conclusão de que este é um caminho vitorioso. Nosso intuito é dobrar o número de vilas olímpicas e prosseguir com os demais projetos esportivos". Cesar Maia disse que quer trazer para o Rio a centralidade esportiva do país: "Exemplos disso são os times de vôlei feminino e de basquete que virão para a cidade".
TRANSPORTES:
O prefeito Cesar Maia explicou que a área de transporte é o vetor de mais difícil equacionamento. "Sinto-me preparado para dar conta do desafio e superá-lo. Mas é uma questão difícil porque depende de recursos que não são garantidos por lei. Existe a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que deveria ser aplicada em transporte, mas serve para o governo federal pagar dívida pública. É importante recebermos recursos orçamentários do governo do estado e da União", lembrou o prefeito, que defende a idéia de se criar um conselho gestor que englobe a participação de municípios e dos governos estadual e federal. A integração entre ônibus, metrô, trens, vans e Kombis recebe atenção especial. A prefeitura já está estudando a criação de uma tarifa única. Com ela, as pessoas poderão utilizar mais de um transporte durante o período de duas horas.
As propostas de Bittar na área da saúde podem ser lidos no seu site ou clicando aqui.
A seguir, as 11 principais áreas de atuação comentados por Cesar Maia e Otavio Leite:
EDUCAÇÃO:
"A atual gestão avançou muito em relação às estruturas físicas das escolas de Educação Infantil e do Ensino Fundamental, de conteúdo de instrumental acadêmico e de atenção ao professorado", disse o deputado. "Queremos dar continuidade ao processo de universalização da educação, para que todas as crianças de 4 e 5 anos tenham acesso ao ensino. Até o fim deste ano, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, vai encaminhar ao Senado pedido de autorização para empréstimo do Banco Mundial para a cidade do Rio para Educação Infantil (escolas e creches). São US$ 100 milhões, o que nos permite acelerar o programa de universalização tanto da pré-escola quanto das creches", afirmou o prefeito.
SEGURANÇA:
Além do aprimoramento e do fortalecimento da Guarda Municipal, a coligação defende a aprovação da emenda constitucional que estabelece a municipalização de parte da Polícia Militar (com exceção do efetivo que atua na repressão ao tráfico de drogas e armas e aos crimes hediondos). "Também vamos dar continuidade às ações de prevenção à violência. O programa de cumprimento de penas alternativas é um exemplo. Um terço das 1.500 pessoas que cumprem penas alternativas no Estado do Rio estão sendo abrigadas em algum serviço do município", disse Otavio Leite. Esta atividade de inclusão social, segundo Cesar Maia, significa abrir vagas nos presídios para criminosos e evitar a necessidade de se construir novas casas de detenção.
EMPREGO:
"A geração de empregos depende basicamente do fortalecimento e da ampliação das atividades econômicas. Há três idéias: a criação de força tarefa, para identificar vetores da economia que sinalizam crescimento e atrair empresas para a cidade; a parceria com o setor de turismo, para ampliar a captação de congressos e feiras para serem sediados no Rio; e fomento à construção civil", citou o deputado. Estimular a formalização dos comerciantes individuais, de acordo com o prefeito, também é um dos objetivos, tomando-se como exemplo o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas.
SAÚDE:
A área necessita de um engajamento metropolitano e também dos governos estadual e federal. O município do Rio já começou promovendo reuniões com secretários de Saúde para se discutir soluções mais duradouras. Um protocolo de intenções deve ficar pronto nos próximos dois meses.
DEFICIENTES:
Segundo Otavio Leite, a integração dos portadores de deficiência, além de significar um ato de justiça, "é algo que humaniza a própria sociedade". "Houve avanços e continuaremos criando projetos para favorecer os deficientes, principalmente na qualificação do segmento para o mercado de trabalho", afirmou o vice-candidato, que está analisando a criação de uma secretaria especial para portadores de deficiência.
SERVIDOR PÚBLICO:
Para o prefeito, os servidores públicos devem ser vistos como um investimento e não como uma despesa. "O servidor para nós é capital, é patrimônio. O compromisso que eu tenho com a cidade é a profissionalização, o respeito e a garantia dos direitos dos servidores", enalteceu Cesar Maia.
TERCEIRA IDADE:
A terceira idade ganhou uma secretaria específica e o objetivo é ampliar os projetos. "Vamos criar as cidades da terceira idade, uma na Zona Oeste e outra na Zona Norte, e desenvolver um trabalho de atendimento médico dos idosos em casa", comentou Otavio Leite.
MEIO AMBIENTE:
Uma das prioridades nesta área é o programa de despoluição da Baía de Guanabara, que, segundo Cesar Maia, avançou muito menos do que se esperava. Outro ponto importante é a reestruturação da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), explica o prefeito: "A prefeitura se encarrega do saneamento das favelas de porte médio, com o Favela-Bairro, mas é necessário reestruturar completamente a atividade de saneamento que é de responsabilidade da Cedae. Ela passa por uma crise grave". Otavio Leite informou, ainda, sobre a idéia de se criar um plano diretor para a política municipal de águas.
CULTURA:
O governo Cesar Maia tem se esforçado em criar espaços para atividades culturais, como a rede de teatros da prefeitura e as lonas culturais. Continuará se empenhando neste objetivo com as inaugurações da Cidade da Música e da Cidade do Samba, além da expansão dos investimentos da Rio-Filme. "O investimento mais barato para se criar emprego é o da cultura. A área também tem que ser vista como uma atividade econômica", lembrou o prefeito.
ESPORTE E LAZER:
"Até 2000, as iniciativas da prefeitura se restringiam à criação de escolinhas de futebol e ao estímulo de atividades pontuais", afirma Otavio Leite, que completa: "Com a criação das vilas olímpicas, chegou-se à conclusão de que este é um caminho vitorioso. Nosso intuito é dobrar o número de vilas olímpicas e prosseguir com os demais projetos esportivos". Cesar Maia disse que quer trazer para o Rio a centralidade esportiva do país: "Exemplos disso são os times de vôlei feminino e de basquete que virão para a cidade".
TRANSPORTES:
O prefeito Cesar Maia explicou que a área de transporte é o vetor de mais difícil equacionamento. "Sinto-me preparado para dar conta do desafio e superá-lo. Mas é uma questão difícil porque depende de recursos que não são garantidos por lei. Existe a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que deveria ser aplicada em transporte, mas serve para o governo federal pagar dívida pública. É importante recebermos recursos orçamentários do governo do estado e da União", lembrou o prefeito, que defende a idéia de se criar um conselho gestor que englobe a participação de municípios e dos governos estadual e federal. A integração entre ônibus, metrô, trens, vans e Kombis recebe atenção especial. A prefeitura já está estudando a criação de uma tarifa única. Com ela, as pessoas poderão utilizar mais de um transporte durante o período de duas horas.
As propostas de Bittar na área da saúde podem ser lidos no seu site ou clicando aqui.
A hora da TV
Hoje é a estréia do programa de Tv dos candidatos, particularmente não acredito que vá mudar muito pelo menos até depois das Olimpíadas. A maioria dos brasileiros conta com Tv a Cabo e não vai querer assistir às propagandas políticas e vai preferir ver competições de luta greco-romana a Conde e outros falando.
Abaixo o que saiu no RJ Tv, matéria completa aqui.
Jandira Feghali, do PC do B, participa de todos os detalhes da preparação dos programas de rádio e TV. No domingo, ela falou sobre o início da propaganda: "As pessoas precisam acreditar em alguém. Espero que essa identificação seja conosco. Nossa expectativa, mesmo com pouco tempo, é passar uma mensagem criativa, rápida, mas de conteúdo forte pra essas pessoas."
O candidato Jorge Bittar, do PT, acompanhou, na manhã desta segunda-feira, a edição do programa que vai ao ar no horário gratuito. "Quando começar o programa eleitoral no radio e na televisão, a campanha vai aquecer, porque os candidatos apresentarão suas propostas e todos poderão checar se essas propostas têm credibilidade ou não", comentou Bittar.
Marcelo Crivella, do PL, participou de uma entrevista em uma rádio e acredita que a propaganda ajuda o eleitor a se decidir. "Minha expectativa e que todo o eleitorado do Rio de Janeiro, esses 4,5 milhões de eleitores, possam ser contagiados com a propaganda de todos os candidatos, e possam decidir da maneira mais democrática possível", destacou Crivella.
Nos últimos dias, Luiz Paulo Conde, do PMDB, teve sempre uma câmera do partido gravando cada atividade do candidato. Ele também acha muito importante o horário eleitoral: "Como essa campanha foi muito fria, sem galhardetes, a população vai ter acesso às diversas propostas dos candidatos, e vai poder escolher melhor."
Cesar Maia, do PFL, também dedica muito tempo aos programas e quer apresentar aos eleitores as propostas do plano de governo que foi lançado nesta segunda-feira no Palácio da Cidade. "Minha linha do programa é a que todos conhecem, o que eu fiz, o que estou fazendo e o que farei. A prefeitura tem recursos, tem dinheiro para gastar e investir e está solidamente colocada em matéria administrativa e financeira", afirmou Cesar Maia.
Abaixo o que saiu no RJ Tv, matéria completa aqui.
Jandira Feghali, do PC do B, participa de todos os detalhes da preparação dos programas de rádio e TV. No domingo, ela falou sobre o início da propaganda: "As pessoas precisam acreditar em alguém. Espero que essa identificação seja conosco. Nossa expectativa, mesmo com pouco tempo, é passar uma mensagem criativa, rápida, mas de conteúdo forte pra essas pessoas."
O candidato Jorge Bittar, do PT, acompanhou, na manhã desta segunda-feira, a edição do programa que vai ao ar no horário gratuito. "Quando começar o programa eleitoral no radio e na televisão, a campanha vai aquecer, porque os candidatos apresentarão suas propostas e todos poderão checar se essas propostas têm credibilidade ou não", comentou Bittar.
Marcelo Crivella, do PL, participou de uma entrevista em uma rádio e acredita que a propaganda ajuda o eleitor a se decidir. "Minha expectativa e que todo o eleitorado do Rio de Janeiro, esses 4,5 milhões de eleitores, possam ser contagiados com a propaganda de todos os candidatos, e possam decidir da maneira mais democrática possível", destacou Crivella.
Nos últimos dias, Luiz Paulo Conde, do PMDB, teve sempre uma câmera do partido gravando cada atividade do candidato. Ele também acha muito importante o horário eleitoral: "Como essa campanha foi muito fria, sem galhardetes, a população vai ter acesso às diversas propostas dos candidatos, e vai poder escolher melhor."
Cesar Maia, do PFL, também dedica muito tempo aos programas e quer apresentar aos eleitores as propostas do plano de governo que foi lançado nesta segunda-feira no Palácio da Cidade. "Minha linha do programa é a que todos conhecem, o que eu fiz, o que estou fazendo e o que farei. A prefeitura tem recursos, tem dinheiro para gastar e investir e está solidamente colocada em matéria administrativa e financeira", afirmou Cesar Maia.
Tráfico afasta político de favela do Rio
Como todos sabem o carioca vive entre dois Estados o dos traficantes e o da gente honesta e até nossos candidatos sabem disso. Leiam abaixo o excelente artigo da Folha de São Paulo sobre o tema, ou leia aqui:
Tráfico afasta político de favela do Rio
SERGIO TORRES
da Folha de S.Paulo, no Rio
O domínio dos traficantes de drogas afastou das favelas os candidatos a prefeito do Rio. Ao contrário das eleições passadas, quando os postulantes à prefeitura tinham até comitês em favelas, os candidatos têm evitado as áreas controladas pelo tráfico. Quando vão, enviam emissários para contatos com lideranças locais com antecedência mínima de uma semana.
A exceção é o senador Marcelo Crivella, candidato pelo PL. Ele tem percorrido favelas, mas sempre acompanhado de seguranças e de pastores evangélicos locais. Mesmo assim, enfrenta problemas: fotógrafos e cinegrafistas que o seguiam já foram expulsos por ordem do tráfico. Além disso, Crivella já passou por traficantes armados em suas caminhadas.
A ação ostensiva do tráfico nas favelas, autorizando e vetando a entrada de candidatos, fez surgir a figura que o prefeito Cesar Maia, candidato à reeleição, pelo PFL, costuma chamar de precursor.
O precursor é, geralmente, um candidato a vereador com atuação na favela ou um militante que more ou conheça a localidade. Cabe a ele conversar com líderes comunitários, que fazem chegar aos traficantes a informação de que um candidato a prefeito tem interesse em percorrer a favela.
Se o chefe da quadrilha está preso, a resposta demora mais --só após o contato com a cadeia.
A opção dos candidatos de não entrar nas favelas está se refletindo na campanha. Com exceção de Crivella, quase não há, nesses locais, cartazes e faixas dos candidatos majoritários.
Primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o prefeito só foi a favelas em que a prefeitura atua ou fez obras importantes.
Em entrevista à Folha por e-mail, Maia disse que não teve problemas nas visitas. "Pois faço a campanha como prefeito e, com isso, a mobilidade é total."
Se não fosse prefeito, Maia seria mais cuidadoso, admitiu. "Como candidato sem ser prefeito, há cuidados adicionais."
Em panfletagem na favela de Acari (zona norte), Crivella teve expulsos por traficantes os profissionais contratados para filmar e fotografar a campanha. Ameaçado, um fotógrafo do jornal "O Dia" teve que deixar o local.
O episódio ocorreu em 16 de julho. Depois disso, o candidato, que é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, passou a circular pelas favelas, na maioria das vezes, sem fotógrafos e cinegrafistas. Essa tem sido a condição para que possa fazer a campanha dentro das comunidades.
Para Crivella, a situação "atrapalha a campanha política de um modo geral", pois "em todas as comunidades do Rio de Janeiro existe uma influência das facções do narcotráfico".
O candidato Jorge Bittar (PT) é outro que tem passado longe das favelas. Foi apenas ao Jacarezinho (Jacaré, zona norte) e fez showmícios em conjuntos habitacionais populares, como o Village Pavuna (zona norte), sempre preparando a atividade com, no mínimo, uma semana de antecedência.
Candidato da governadora Rosinha Matheus, cujo marido, o ex-governador Anthony Garotinho, é secretário de Segurança do Estado do Rio, Luiz Paulo Conde (PMDB) também não está indo a favelas com freqüência.
A assessoria dele informou que o contato prévio com as associações de moradores é obrigatório quando o candidato, sempre acompanhado de seguranças, visita uma favela.
A deputada Jandira Feghali (PC do B) informou que só pretende intensificar a campanha nas favelas depois de iniciado o programa eleitoral. Até agora, ela só foi a favelas onde o partido tem representantes, como o morro dos Macacos (Vila Isabel, zona norte) e a Rocinha (São Conrado, zona sul).
"Fomos [a favelas] quando havia atividades já organizadas pelas associações de moradores. Isso é necessário hoje. Em um segundo momento, quando tivermos mais visibilidade, pretendemos ir para a periferia", disse o jornalista Cid Benjamin, assessor da candidata.
Tráfico afasta político de favela do Rio
SERGIO TORRES
da Folha de S.Paulo, no Rio
O domínio dos traficantes de drogas afastou das favelas os candidatos a prefeito do Rio. Ao contrário das eleições passadas, quando os postulantes à prefeitura tinham até comitês em favelas, os candidatos têm evitado as áreas controladas pelo tráfico. Quando vão, enviam emissários para contatos com lideranças locais com antecedência mínima de uma semana.
A exceção é o senador Marcelo Crivella, candidato pelo PL. Ele tem percorrido favelas, mas sempre acompanhado de seguranças e de pastores evangélicos locais. Mesmo assim, enfrenta problemas: fotógrafos e cinegrafistas que o seguiam já foram expulsos por ordem do tráfico. Além disso, Crivella já passou por traficantes armados em suas caminhadas.
A ação ostensiva do tráfico nas favelas, autorizando e vetando a entrada de candidatos, fez surgir a figura que o prefeito Cesar Maia, candidato à reeleição, pelo PFL, costuma chamar de precursor.
O precursor é, geralmente, um candidato a vereador com atuação na favela ou um militante que more ou conheça a localidade. Cabe a ele conversar com líderes comunitários, que fazem chegar aos traficantes a informação de que um candidato a prefeito tem interesse em percorrer a favela.
Se o chefe da quadrilha está preso, a resposta demora mais --só após o contato com a cadeia.
A opção dos candidatos de não entrar nas favelas está se refletindo na campanha. Com exceção de Crivella, quase não há, nesses locais, cartazes e faixas dos candidatos majoritários.
Primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o prefeito só foi a favelas em que a prefeitura atua ou fez obras importantes.
Em entrevista à Folha por e-mail, Maia disse que não teve problemas nas visitas. "Pois faço a campanha como prefeito e, com isso, a mobilidade é total."
Se não fosse prefeito, Maia seria mais cuidadoso, admitiu. "Como candidato sem ser prefeito, há cuidados adicionais."
Em panfletagem na favela de Acari (zona norte), Crivella teve expulsos por traficantes os profissionais contratados para filmar e fotografar a campanha. Ameaçado, um fotógrafo do jornal "O Dia" teve que deixar o local.
O episódio ocorreu em 16 de julho. Depois disso, o candidato, que é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, passou a circular pelas favelas, na maioria das vezes, sem fotógrafos e cinegrafistas. Essa tem sido a condição para que possa fazer a campanha dentro das comunidades.
Para Crivella, a situação "atrapalha a campanha política de um modo geral", pois "em todas as comunidades do Rio de Janeiro existe uma influência das facções do narcotráfico".
O candidato Jorge Bittar (PT) é outro que tem passado longe das favelas. Foi apenas ao Jacarezinho (Jacaré, zona norte) e fez showmícios em conjuntos habitacionais populares, como o Village Pavuna (zona norte), sempre preparando a atividade com, no mínimo, uma semana de antecedência.
Candidato da governadora Rosinha Matheus, cujo marido, o ex-governador Anthony Garotinho, é secretário de Segurança do Estado do Rio, Luiz Paulo Conde (PMDB) também não está indo a favelas com freqüência.
A assessoria dele informou que o contato prévio com as associações de moradores é obrigatório quando o candidato, sempre acompanhado de seguranças, visita uma favela.
A deputada Jandira Feghali (PC do B) informou que só pretende intensificar a campanha nas favelas depois de iniciado o programa eleitoral. Até agora, ela só foi a favelas onde o partido tem representantes, como o morro dos Macacos (Vila Isabel, zona norte) e a Rocinha (São Conrado, zona sul).
"Fomos [a favelas] quando havia atividades já organizadas pelas associações de moradores. Isso é necessário hoje. Em um segundo momento, quando tivermos mais visibilidade, pretendemos ir para a periferia", disse o jornalista Cid Benjamin, assessor da candidata.
Sunday, August 15, 2004
Campanha na Internet
Hoje em O GLOBO saiu uma matéria bem interessante sobre a campanha que está sendo feita via Internet visto que os galhardetes foram proibidos... O link está aqui.
Mas o "Palavra de Especialista" posto inteiro mesmo:
PALAVRA DE ESPECIALISTA
Alessandra Aldé - Professora da Uerj
Sites ampliam debate eleitoral
Embora a internet tenha um alcance limitado, num país que enfrenta problemas com a exclusão digital, a pesquisadora Alessandra Aldé, do Departamento de Comunicação da Uerj, disse que o poder de fogo dos sites dos candidatos não pode ser subestimado. Uma das razões, sustenta ela, é a capacidade cada vez maior que eles vêm revelando de motivar a mídia tradicional.
Ao estudar a campanha eletrônica nas eleições de 2002, Alessandra constatou que vários assuntos que surgiram nos sites dos candidatos a presidente, principalmente acusações, foram parar nas páginas de jornais e revistas. Ela também verificou que o tom do discurso dos candidatos, no site, é mais forte do que na TV.
Alessandra disse ainda que, além de sua importância como fonte de informação para os agentes das notícias, a internet foi usada também como um importante meio de comunicação direta, para acesso a um eleitorado qualificado, com alta renda e alto índice de escolaridade, visto como um grupo de formadores de opinião.
Para a pesquisadora, é mais difícil para a Justiça Eleitoral vigiar a campanha da internet. Segundo ela, mesmo que os sites dos candidatos sejam controlados, há outras formas de divulgação, como os sites de partidos, de correligionários e até sites criados exclusivamente para atacar um adversário.
Mas o "Palavra de Especialista" posto inteiro mesmo:
PALAVRA DE ESPECIALISTA
Alessandra Aldé - Professora da Uerj
Sites ampliam debate eleitoral
Embora a internet tenha um alcance limitado, num país que enfrenta problemas com a exclusão digital, a pesquisadora Alessandra Aldé, do Departamento de Comunicação da Uerj, disse que o poder de fogo dos sites dos candidatos não pode ser subestimado. Uma das razões, sustenta ela, é a capacidade cada vez maior que eles vêm revelando de motivar a mídia tradicional.
Ao estudar a campanha eletrônica nas eleições de 2002, Alessandra constatou que vários assuntos que surgiram nos sites dos candidatos a presidente, principalmente acusações, foram parar nas páginas de jornais e revistas. Ela também verificou que o tom do discurso dos candidatos, no site, é mais forte do que na TV.
Alessandra disse ainda que, além de sua importância como fonte de informação para os agentes das notícias, a internet foi usada também como um importante meio de comunicação direta, para acesso a um eleitorado qualificado, com alta renda e alto índice de escolaridade, visto como um grupo de formadores de opinião.
Para a pesquisadora, é mais difícil para a Justiça Eleitoral vigiar a campanha da internet. Segundo ela, mesmo que os sites dos candidatos sejam controlados, há outras formas de divulgação, como os sites de partidos, de correligionários e até sites criados exclusivamente para atacar um adversário.